28 de agosto de 2012

Resenha de cd: Paradise Lost - Tragic Idol (2012)


A verdade é que este álbum não se compara aos clássicos Icon (1993) e Draconian Times (1995), mas é muito superior ao seu predecessor Faith Divide Us - Death Us United (2009) que deixou muito a desejar e pareceu ser um disco sem um objetivo próprio, enquanto Tragic Idol já tem algo a dizer e situa-se na proposta de voltar aos tempos do Doom Metal praticado em Shades of God (1992), mas olhando para frente claro, pois quando colocamos o play entendemos que existe uma volta aquela sonoridade mais crua, mas os elementos do Gothic Metal continuam firmes e forte como manda a tradição dos britânicos.



A produção foi assinada por Jens Bogren, que já havia trabalhado com a banda nos dois álbuns anteriores e os resultados não foram os melhores, pois ficaram longe do que esperava do Paradise Lost e somente agora, ou seja, depois de cinco anos é que finalmente o empreendimento rendeu o que se esperava. O som claro continua pesado e melodioso e flui naturalmente sem qualquer espécie de exagero e a produção reflete esses detalhes, pois o som é cristalino e não ficou embolado. 

Para quem gosta de heavy metal de boa qualidade está aqui um álbum que irá agradar não apenas aos fãs do grupo, mas também os fãs de boa música do cenário em geral. Tragic Idol já pode ser considerado a volta da inspiração do grupo, pois está cheio de bons momentos evidenciados pelos flertes com novas sonoridades das quais o grupo usou e abusou, bons arranjos também o marcam, pois o que vê aqui é um álbum refinado e de muito bom gosto. 



A faixa Solitary One é a conexão perfeita entre o Doom Metal e o Gothic Metal e se interpõe através de riffs gélidos e mais ótimas linhas lúgubres de teclado. E o toque mágico do doom e do rock gótico se entrelaçam novamente criando ótimos momentos nas faixas Cricify e Fear of Impending Hell. Os momentos melancólicos e melodiosos estão espalhados por todo o disco e é ai que reside o diferencial de Tragic Idol, pois ele já se assenta na mente logo na primeira audição e torna-se simplesmente viciante. 

Os momentos mais agressivos e cadenciados encontram seu representantes nas faixas Theories From Another World, Tragic Idol e os vocais de Nick Holmes conseguem passar toda a melancolia e agressividade num clima de sofrimento e angústia que arrebata o ouvinte logo na primeira nota. Em Honesty in Death e em In This We Dwell encontramos os ingredientes que definem Tragic Idol como um dos grandes álbuns da carreira da banda, pois além da melancolia, das melodias e dos estilos praticados aqui encontramos também emotivo e passional que extrapola qualquer limite inteligível e nos conecta com o subconsciente em meio a reflexões.

Desta vez o Paradise Lost conseguiu superar as expectativas e presenteou os fãs com um álbum que une com maestria o passado e o presente e inaugura um novo paradigma que o grupo não só pode, mas acima de tudo deve seguir sem medo para manter a chama acessa.

NOTA: 9,0 

Faixas: 

01. Solitary One
02. Crucify 
03. Fear of Impending Hell 
04. Honesty in Death 
05. Theories From Another World
06. In This We Dwell 
07. To The Darkness 
08. Tragic Idol 
09. Worth Fighting For 
10. The Glorious End  











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