22 de agosto de 2012

Capas Históricas: Pink Floyd - Wish You Were Here (1975)


Em 1973 o Pink Floyd estourava no mundo inteiro com o álbum Dark Side of the Moon que pode tranquilamente ser considerado um marco dentro do rock progressivo pelos trabalhos de estúdio realizados para a sua concepção, enfim era um álbum a frente do seu tempo que trouxe ao grupo muitos frutos doces que demorariam a esmorecer e continuariam a "assombrar" a banda, pois o no próximo álbum a obrigação de supera-lo era mais do que óbvia. 



E mesmo passados dois anos, ou seja, em 1975 os caras do Pink Floyd retornavam com o álbum Wish You Were Here, que caminha para outro lado do progressivo e ao contrário do outro era mais orgânico, embora a banda a exemplo do álbum anterior também usou efeitos de estúdio e sintetizadores e assim como o seu predecessor fez sucesso estrondoso, mas não atingiu o mesmo número de vendas dele, a EMI ficou em saia justa porque não conseguia produzir cópias suficientes para atender a demanda. 

Mas, o objetivo deste não é falar do disco em si, mas da capa dele qual é a polêmica que envolve e qual a sua ligação com o conceito do álbum e se tratando do Pink Floyd que sempre buscou passar uma mensagem reflexiva através de suas letras cujas idéias de Karl Marx estavam imbutidas nas letras, fazendo as críticas a sociedade moderna e as suas ilusões que ela sempre nos ofereceu (bens de consumo).


Durante as sessões de gravação do álbum no Abbey Road Studios, em Londres, na Inglaterra o antigo membro do grupo Syd Barrett apareceu de surpresa para ver como estavam os trabalhos do álbum e Roger Water ficou impressionado pela aparência em que se encontrava o seu velho ex-companheiro de banda e o conceito do álbum além de falar de ausência,  criticar a indústria fonográfica e também foi inspirado no ex-líder do grupo. 

Além da longa "Shine On You Crazy With Diamonds" dividida em duas partes, inspirada em Syd Barrett a capa também o foi segundo o autor da arte gráfica, Storm Thorgenson a imagem dos dois homens queimando, significava que as pessoas escondiam o que elas realmente sentiam por medo de "se queimar" e como se tratava de uma crítica a indústria músical também, os dois dublês que aparecem apertando as mãos (que na verdade significava o encontro das faixas Welcome to Machine e Have a Cigar), mas com uma diferença, pois um deles está literalmente se queimando, coberto por chamas e o outro não. Qual é a verdade sobre as chamas cobrindo o dublê? é que ela é verdadeira mesmo e os dublês Ronnie Rondell e Danny Rodgers que é o homem que está pegando fogo estava usando um retardador de fogo que foi usado duas vezes, pois na primeira tentativa devido a direção do vento ao apertar a mão de Rondell as chamas incineraram o seu bigode e para resolver o problema as posições foram invertidas, a cena foi fotografada no Warner Bros. Studios, em Los Angeles, EUA. 

    

O restante da arte gráfica como o lago Mono Lake com os nadadores mergulhando cuja apenas as pernas ficam de fora, o véu vermelho no bosque de Nortfolk tratariam o tema da ausência assim como o homem sem rosto no deserto da Califórnia, pois segundo o autor significava vender a sua alma e o fato do boneco não mostrar pulsos e tornozelos significava um terno vazio e também tinha como tema a ausência, assim como o homem nadando no na areia do deserto. 

Enfim mais uma vez o Pink Floyd conseguiu passar a sua mensagem de uma maneira talvez não tão clara, mas pelo menos conseguiu fazer que os seus fãs refletissem e tentassem buscar o significado que tinha por trás das fotografias e buscassem desvendar as artimanhas que existiam por trás do bastidores e revelar que no mundo do show business nem tudo são flores e a podridão caminha ali lado a lado com o lado bom da fama, do sucesso entre outros, mas independente de tudo isso olhando apenas pela lado musical a verdade é que o Pink Floyd tinha lançado mais um clássico do progressivo e mostrava estar um passo adiante do cenário como um todo e por isso brilhou naquela época e o brilho ainda reflete na juventude hoje que se renova sem pensar uma vez para escutar os seus álbuns. 

              








2 comentários:

  1. Essa banda no início começou tocando samba, inspirado por Roger Gilmour que esteve no Brasil em 1956.

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  2. Uma interpretação bem interessante que ouvi também é que o homem em chamas seria o Syd Barret. A alegoria representa o triste fim da participação do Syd no grupo, dando a entender que, depois de tanto tentar ajudar uma pessoa que insiste em se destruir (em se queimar), a única coisa que resta a fazer é desejar-lhe boa sorte e seguir o seu caminho.

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