30 de agosto de 2012

Álbum da Semana: Dio - Master Of The Moon (2004)


Em 2002, Ronnie James Dio lançava um dos álbuns mais fracos de sua carreira Killing the Dragon, não que o álbum seja ruim, mas é que ali faltou inspiração e por isso aquém do havia sido feito no clássico Magica (2000) um dos últimos bons e felizes momentos que o vocalista viveu em estúdio. Embora esse lançamento tenha rendido alguns bons momentos como Push, Rock & Roll e Kiling The Dragon, mas não foi suficiente para chamar a atenção dos fãs do vocalista e compositor e acabou mal sucedido atingindo apenas 199º posição na Billboard 200, mas foi bem bem sucedido nos charts de álbuns independentes onde ficou na 18º posição.  


O baixinho não entregou os pontos e tratou de correr atrás do prejuízo e fazer de tudo para lançar um álbum que trouxesse de volta a sua banda ao topo. A banda Dio sempre trabalhou com várias formações e a primeira vez que o guitarrista Craig Goldie particiopou desta banda foi em Dream Evil (1987) um dos grandes álbuns da carreira do baixinho, mas que teve a atenção merecida. Em 2002 antes de sair Craig Goldie deixou parte das faixas integrantes do próximo álbum da banda gravadas, mas só foi retornar dois anos depois para o lançamento deste novo álbum, cuja produção e concepção ficaram a cargo de Ronnie James Dio que sempre esteve a frente de sua banda controlando todo o processo de produção dos álbuns. 

A banda ainda reunia em torno do vocalista e líder e principal compositor também estrelas como Simon Wright (ex-AC/DC), na bateria que sempre fez um bom trabalho ao lado de Dio e completando o time no baixo Jeff Pilson (que na década de 1980 fez parte de uma grandes bandas de hard rock o Dokken) outro grande músico membro do grupo de longa data, enquanto nos teclados a banda mantinha a parceria com Scott Warren que iria para o terceiro álbum ao lado dos seus companheiros. 

O álbum foi gravado no Total Access, em Redondo Beach, na Califórnia, EUA. Infelizmente Ronnie James Dio não imaginava que Master of the Moon seria o último registro de estúdio com a sua banda solo, pois como já não é mais novidade nenhuma em maio de 2010, o mestre faleceria vitima de câncer. O álbum desembarcou nas lojas em setembro de 2004 e a distribuição na América rolou via Sanctuary Records enquanto na Europa o álbum foi lançado pela SPV Records. Master Of The Moon trazia de volta o velho Dio com um som Heavy Metal e várias partes de Hard Rock e com um som nada feliz muito pelo contrário o álbum é um momento triste e sombrio cujo som é arrastado climático e introspectivo.


Além de ser sombrio e introspectivo o som é muito, mas muito pesado e cheio de excelentes idéias cuja a autoria não foi revelada e portanto mantem-se desconhecida , mas tanto o álbum como principalmente as suas não são desconhecidos muito pelo contrário e fica difícil destaca-las, ou seja, dizer essa é melhor aquela é pior, mas vamos lá fazer um pequeno esboço do que é Master of the Moon. O álbum com a pesada e rápida One More From The Road com boas linhas vocais de Dio naquele estilo inconfundível, pois estamos falando de um álbum de heavy metal. 

A faixa Master of the Moon poderia ter sido gravada em Dehumanizer (1992), do Black Sabbath, pois o clima desta faixa remete diretamente a esta época também clássica e a seqüência com End of the World pode-se colocar no mesmo lugar, pois encaixa-se perfeitamente no esquema do segundo retorno do baixinho a velha bruxa, mas o destaque vai pelos solos de guitarra de Craig Goldie no estilo virtuose e os riffs são puro talento também afinal de contas o baixinho sempre deu sorte com os guitarristas exceto quando trabalhou com Tracy G, que lançou os horrosos Strange Highway (1994) e Angry Machines (1996) dois pontos baixíssimos da carreira do mestre e mesmo que haja controvérsias a respeito da qualidade eles fogem da tradição do vocalista que nada tem haver com o industrial. 

Em Shivers os teclados funcionaram muito bem, mas os riffs e solos de Goldie roubam a cena e colocam para quebrar, ou seja, detonar sem medo algum. Outra boa faixa é The Man Who Would Be King  uma faixa cuja interpretação emocional de Ronnie Dio faz toda a diferença e moog ou teclado ao lado da guitarra em alguns momentos chega-se a confundir-se, mas a letra a faz parecer uma despedida adiantada, mas tem um detalhe Ronnie queria ser rei e foi o rei do heavy metal durante a sua passagem pela terra. The Eyes é outra daquelas arrastadas com alguns efeitos de teclado e até que não se saí mal não, pois não é apenas uma faixa para completar o álbum fora da proposta.                       


A faixa Living The Lie, retoma a velocidade e a rapidez e conta riffs estilo hard e um bom trabalho de bateria de Simon Wright. Em I Am depois depois da singela introdução de teclado entra um baita solo de guitarra  recriando aquele clima sabático e o mesmo acontece com a faixa In Dreams cujo riffs cortantes remetem aquela área mística e espiritual com um andamento arrastado sombreado por teclados que ajudam a afirmar o clima sombrio e pesado que se abate magistralmente sobre a faixa colocando-a como um dos grandes momentos do álbum. A faixa Death By Love já aquele o velho Dio em cena com excelentes linhas vocais e ótimos refrões que grudam de cara e poderia estar em qualquer álbum da década de 1980, pois remete a fase Dream Evil (1987).     

Para a turnê a banda teve um baixa pois Jeff Pilson que gravou o álbum não teve condições de cumpri-la e para o seu lugar foi escalado Rudy Sarzo (ex-Quiet Riot, Ozzy Osbourne entre outros), pois o giro foi ao lado do Anthrax e do Fireball Ministry e o set list para a digressão foi especial, pois o vocalista tocou faixas de todos os álbuns de sua banda e incluiu no set como sempre músicas do Black Sabbath e Rainbow algo desnecessário considerado a discografia do mestre que alternou excelentes e baixos momentos, mas uma coisa não podemos dizer que ele relaxou ou chutou o balde.

Master of the Moon é um álbum forte e coeso, que conseguiu cumprir a sua missão colocar a banda de Dio lá em cima de novo e embora no Brasil assim como o seu predecessor o álbum passou desapercebido o que é um erro tremendo, pois trata-se de um álbum que resgata o passado com os pés no presente e comprova porque Ronnie James Dio é uma das lendas do heavy metal. 


Faixas:

01. One More For The Road
02. Master Of The Moon
03. End Of The World
04. Shivers
05. The Man Who Would Be King
06. The Eyes
07. Living The Life
08. I Am

09. Death By Love
10. In Dreams
















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