7 de janeiro de 2014

Os 10 Melhores Discos de 2013, segundo o Colecionador.


Um pouco atrasado, mas atual e mais uma vez trago a minha lista de melhores álbuns. O ano de 2013 foi um ano chocante, cheio de surpresas, emoções afinal o Black Sabbath depois de trinta e cinco anos voltou a brilhar e os conterrâneos de Ozzy e companhia, o Carcass retornaram com tudo e o restante no que tange aos lançamentos das demais bandas também correram na boa enquanto outras decepcionaram, mas independente do êxito ou não um lançamento é sempre uma festa ainda mais na mão de um colecionador, de um fã de música. 



Esse ano ao invés de me aventurar em outros gêneros fiquei exclusivamente no heavy metal e subgêneros, pois a dificuldade de recursos financeiros não me permitiram dar esses pulos de cerca então o jeito foi ficar no básico. O que eu ouvi e tive acesso é o suficiente para encabeçar essa lista e expô-la aqui sem medo e por isso espero que gostem dela. Sem mais delongas e blá, blá, blá apertem os cintos nas suas poltronas e caiam dentro das minhas viagens pelo salutar mundo da música. 


Os 10 Melhores discos de 2013: 


Desde que entendo por fã e colecionador de música, eu esperava por um disco do Black Sabbath. Esse ano os britânicos quebraram qualquer expectativa e mandaram um disco que faz justiça a a banda. Enfim, é uma lição dos mestres com carinho para os fãs. 



Delicadamente sombrio e aterrorizante é assim que pode ser definido o novo álbum da rapaziada do Ghost. Não trata-se de um culto as forças negras com todos os seus apetrechos. É um belo teatro de horror causador de fascínio e admiração em suas dez faixas cujo som original e único flertam com vários estilos. Uma ótima trilha sonora, um ótimo filme de terror.   


        
O que mais se pode dizer sobre o Motörhead? Os caras sempre foram honestos e jamais lançaram um disco ruim e jamais decepcionaram e pelo visto não seria agora que o grupo iria escorregar. O álbum não apresenta nada de novo e nem precisa, pois qualquer disco dos caras é uma celebração do que é o rock no seu estado mais bruto e mais selvagem. 

  
No final do ano passado, eu tive uma surpresa das boas, o Carcass estava retornando e já tinha um álbum em processo de finalização cujo lançamento aconteceria em 2013, mas as condições eram desconhecidas pelos próprios autores. Quando Surgical Steel surgiu furioso atendeu a todas as expectativas e fez parecer que o Carcass estava apenas hibernando e quando acordou entrou no estúdio e continuou de onde parou como se nada houvesse acontecido na última década e meia e disparou violentamente todas as suas armas. 


Sabedoria, inspiração moveram o Deep Purple nesta nova empreitada. O novo caminho que a banda decidiu trilhar é o reflexo de quando as pessoas sabem que o tempo impõe limitações, mas não o impede de continuar só que exige mudanças e aqui este novo rumo é pertinente e genial em todos os sentidos porque as características do Deep Purple estão registradas nota por nota, faixa por faixa. 


Esses alemães não se cansam, não se rendem, ou seja, jamais se entregam, porém entregam sim, mas só que são grandes álbuns e aqui está mais um grande lançamento deles e em grande estilo. Pesado, brutal e cheio de feeling, enfim é o thrash do jeito que ele tem que ser. 



Outra surpresa é este novo disco dos canadenses do Voivod. Depois da morte do guitarrista e principal compositor Dennis "Piggy" D'amour esperava-se que a banda acabasse e pronto, mas não foi o que aconteceu e aqui está o mais novo capítulo da saga do grupo. O disco reúne todas as qualidades de um genuíno disco do Voivod, ou seja, um trabalho sombrio, pesado e de certa maneira psicológico, que reflete a realidade dos tempos atuais. 



Os suecos capitaneados por Peter Tagtgreen mais uma vez mandaram bem demais e aqui neste trabalho o Death Melódico reúne uma coleção de riffs matadores. Peso, agressividade e técnica apuradas são o tempero que dão o gosto especial deste "bolo" muito bem recheado. 



O Cathedral dá o seu "último" suspiro e que suspiro, os caras encerram a carreira após vinte anos de ótimos discos, uma legião considerável de fãs ao redor do planeta. Um dos maiores expoentes do Doom Metal, o grupo nesta última empreitada reuniu tudo e lançou mão de um verdadeiro arsenal de composições que exprimem o que foi a carreira desse gigante. 
   


  
O Brasil é um país que surpreende pela diversidade e na música não é diferente e o tanto é verdade que a prova definitiva e cabal é o Anjo Gabriel, que nos brinda neste segundo trabalho com um som nos moldes do primeiro, ou seja, um som pesado, psicodélico e lisérgico e por isso mesmo é uma das melhores ou senão a melhor do gênero surgida nos últimos tempos. Resumido a dois atos (faixas), Lucifer Rising faz jus ao título e a qualquer resultado positivo que venha a galgar nesta viagem que leva a música para lugares que ela ainda sonha ir.     


Disco que Decepcionou em 2013:



O Megadeth é uma banda que não precisa provar nada para ninguém e já deixou isso bem claro, mas vale lembrar que mesmo os gigantes já consagrados também pisam na bola quando entregam nas mãos de seus fãs discos que não são de todo ruins, mas que não condizem com a proposta sonora do grupo e o caso aqui é exatamente este, pois se fosse um projeto paralelo o resultado provavelmente seria outro. O que decepcionou foi esperar por um disco de thrash metal e ao invés disso receber um disco que mais parece uma miscelânea que nada tem haver com a proposta do grupo.     




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