23 de junho de 2012

Critíca de cd: Accept - Stalingrad: Brothers In Death (2012)


  
Confesso quando vi a primeira notìcia que cobria a volta do Accept aos palcos eu fiquei apreensivo porque além de não ter UDO novamente nos vocais porque ele se recusou a participar alegando estar muito bem em sua banda solo e como eu não conhecia nenhum o novo vocalista, o Marc Tornillo e jamais sequer tinha escutado um material gravado por ele e isso me fazia relembrar o fiasco protagonizado pelo grupo no álbum Eat The Heat (1989).




Mas quando o álbum Blood Of The Nations (2010) veio as lojas eu finalmente pude matar todas as minhas dúvidas e finalmente saber se aquela volta realmente valeria apena, e quando coloquei o álbum para tocar eu logo me surpreendi, pois logo de cara que estava diante de um grandes álbuns de heavy metal e que o vocalista é realmente matador, enfim ue poderia respirar aliviado dizendo em alto e bom som: O ACCEPT ESTÁ DE VOLTA!

Esse disco faz toda a diferença na carreira da banda porque não se trata de uma mera volta, pois o Accept comprovava que a banda não precisava de UDO para ser bem sucedida como mostra o álbum e o novo frontman faz diferença mostrando não dever nada a ninguém e que dali para a frente a banda mostraria todo seu potencial buscando surpreender os seus fãs.

         
Para não perder o ritmo e manter em evidência junto ao seu público depois do furor causado com o lançamento do seu álbum de re-estréia o Accept ataca novamente, desta vez com Stalingrad  que na verdade é um álbum conceitual que utiliza a velha e boa história, pois o tema é batalha de Stalingrado, na segunda guerra mundial quando a União Soviética enfrentou a Alemanha numa sangrenta batalha cujos números de mortos foram altissímos ultrapassam o casa dos 2 milhões de mortos entre soldados e civis (que sempre são os mais atingidos e portanto os maiores prejudicados nesses conflitos).

O álbum contém 10 faixas do mais puro heavy metal, gravado em 2011 cuja produção foi novamente assinada pelo renomado produtor Andy Sneap, cujo os trabalhos são um dos diferenciais deste álbum e contribuiram para elevar ainda mais a qualidade do material, onde novamente o Accept surpreende novamente, mas desta vez a banda comprova que o vocalista original não faz nenhuma falta e que banda está realmente de volta e que veio definitivamente para ficar e re-ocupar o seu espaço entre os grandes nomes do Heavy Metal.

E a partir de agora vamos ao que interessa: Os destaques para este petardo e justificar porque ele pode ser considerado um clássico, fica dificil de se pinça-los, pois todas as faixas estão no mesmo nível então eis ai a dificuldade na escolha e depois de várias e várias audições inevitavelmente independente do alto nível sempre tem as que se sobresaem e neste caso começo pela primeira faixa a "Hung, Drawn And Quarted" cujo o começo a lá Metal Heart verte para a velocidade e agressividade no melhor estilo do grupo que manteve a sua tradicional estrutura que mostra-se mais complexa com solos mais cortantes e pesados. já na faixa "Stalingrad" a cadência se sobre saí mantendo o nível onde o grupo aposta mais no peso das guitarras e seus solos e riffs cortantes onde o vocalista apenas passeia dando sua lição apoiado pelos coros nos refrãos que por sua vez são grudentos.  Agora passando para a faixa "The Quick And Dead" é uma explosão de riffs e solos rápidos mostando que a dupla de guitarristas Herman Frank  e seu parceiro Wolff Hofman estão afiadissimo e sobretudo estão muito afins de jogar essa nova fase do jogo.

            
Depois de completo o resumo deste álbum, podemos finalmente dizer que trata-se um álbum cujo valor é inestimável para história da banda e do heavy metal, pois aqui o renascimento é a superação definitiva das adversidades porque era uma mistério a aceitação ou não do grupo devido a reputação alcançada pelo Accept na década de 1980 quando lançou os seus álbuns clássicos como: Breaker (1981). Restless And Wild (1982), Balls To The Wall (1983) e Metal Heart (1985) e a pressão neste caso é muito grande já que a banda encontrava-se de molho desde 1997 quando encerrava a carreira pela primeira vez e também por marcara a estréia de um novo vocalista cuja missão era substituir o vocalista original (que embaracará em sua muito bem sucedida carreira solo), eis ai uma tarefa nada fácil.

Portanto depois de todo esse tempo o grupo realmente voltou para ficar e finalmente com "Stalingrad: Brothers In Death", comprova a qualidade e principalmente mostra que não é necessário provar mais nada para ninguém e de agora em diante é seguir o seu caminho sem desviar-se dos preceitos fundamentais para qualquer banda de heavy metal que deseja estar em os grandes nomes ou manter o seu status obtido no seu passado glorioso.  
  
Portanto fica um recado aos fãs e principalmente para os detratores que tentam por todos os meios desqualificar, rebaixar ou desmerecer o trabalho realizado pelo Accept que além de apresentar um trabalho coeso e conciso, que não adianta mais resistir e ao invés disso dê uma chance não apenas para a banda, mas para si prórprio e participar dessa festa e aprender algumas coisinhas novas e outra que é fundamental: AS MUDANÇAS SÃO INERENTES A QUALQUER UM!  

Nota: 9,5 

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