Quem viu a primeira
passagem do Iron Maiden pelo Brasil, em 1985, ficou deslumbrado por ter a
experiência de ver pela primeira vez um gigante do heavy metal em pleno auge, e
por isso, não foi à toa, que a primeira edição, a fase romântica, marcou de
forma indelével o imaginário coletivo das gerações posteriores que tomaram
conhecimento do que havia acontecido, que era um sonho distante, através dos
famosos bootlegs que faziam a cabeça e também fizeram decolar a imaginação e a
vontade de viver na pele a experiência do que seria assistir ao vivo e a cores
um show da Donzela de Ferro. Ulteriormente
rolou a segunda edição do dito festival, a penúltima edição da fase romântica, isto
é, uma sequência antológica repleta de shows tórridos de Megadeth, Judas Priest,
Queensrÿche entre outros que a exemplo dos primeiros também estavam no auge de
suas carreiras. O Iron Maiden em 1990 lançou o álbum No Prayer For The Dying,
um disco que não é ruim, contudo, está longe dos maiores êxitos e, depois, em
1992, soltou Fear Of The Dark que também não salvou exceto pela faixa título que
se tornou um emblema e em todos os shows e parte considerável dos lançamentos
ao vivo está presente. As coisas não foram legais, os dois álbuns não decolaram.
Em 1993, a saída de Bruce Dickinson pegou todos de surpresa anunciando a sua
saída do grupo e o fato gerou tanta comoção que até show de despedida teve,
cheio de pirotecnias, foi transmitido para o mundo o todo, no Brasil quem fez a
transmissão foi a Band.
Rock 'n' Roll Maniac
11 de novembro de 2017
3 de novembro de 2017
Discografia do Led Zeppelin Comentada.
Jimmy Page, em 1968,
chamou Robert Plant, John Bonham e John Paul Jones para juntarem-se eles e,
assim, das cinzas do The Yardbirds surgiu o Led Zeppelin que foi uma das bandas
mais importantes do cenário rock setentista. Junto do Deep Purple e do Black
Sabbath formou a santa trindade do rock naquela década. Na verdade, a banda era
um quinteto cujo quinto membro era Peter Grant, o empresário, o cara certo para
colocar a banda no lugar que ela deveria estar e este somado ao vigor dos caras
para cair na estrada, gravar discos, foi essencial para conduzi-los ao topo. O
grupo tem uma história tórrida de excessos, discos clássicos, ocultismo (magia
negra) e misticismo fatos que rendiam acusações pesadas contra Page (que iam
desde sacrifícios de animais até de crianças e de virgens) que de fato foi
estudante e tinha fascinação pelo mago Aleister Crowley. O quarteto viveu com
todo o glamour a trilogia sexo, drogas e rock and roll, tinham contas bancárias
bem forradas de grana, mas infelizmente teve a sua trajetória abreviada muito
cedo, em 1980 no mês de setembro, na casa de Jimmy Page, por conta de uma
overdose alcóolica. Não dá para especular e nem pelo menos vislumbrar o que
teria rolado com eles já que não aconteceu porque a banda saiu prematuramente de cena, mas
o que se sabe é que deixaram um legado que cada vez mais atraí admiradores, fãs
e teve vasta influência sobre muitas bandas que vieram nas décadas posteriores.
Se você é fã de rock e está começando a dar seus primeiros passos no gênero aqui
está um ótimo começo para entrar no esquema e saber como pode caminhar por ele de maneira tranquila e faceira. Vamos lá, ouvidos a obra e boa viagem.
31 de outubro de 2017
O Colecionador explica: Como lavar um disco de vinil.
Vou explicar para a galera que também coleciona discos de vinil e tem dificuldades para dar banho nas suas preciosidades. Para quem já tem o hábito se quiser pode dar uma olhada e ver se tem alguma coisa que interessa, porém, o ideal, o público alvo é para aqueles que desconhecem métodos para proceder uma boa e segura limpeza. Então aperte o cinto e vamos-lá.
O Vinil e o Fetiche
Nos anos de 1990,
o vinil chegou ao fim e no seu lugar entrou o cd com a promessa de melhores
preços e melhor qualidade e de abastecimento, da impossibilidade, quase que
infinito de um título esgotar e virar relíquia e ter seu preço estimado em
níveis estratosféricos. Fábricas de toca discos voltaram a fabricar aparelhos
melhores do que os do passado com preços melhores, amplificadores, caixas acústicas
de vários matizes, enfim, a tecnologia voltou seus olhos para essa indústria
que refloresceu e vem cada vez mais ganhando espaço no mercado e não para de
crescer o número de vendas cada vez maior ano por ano.
3 de setembro de 2017
A verdade sobre Blaze Bayley no Iron Maiden.
A entrada de
Blaze Bayley no Iron Maiden significou uma grande mudança porque quem conhece o
som da banda na voz de Bruce Dickinson percebe que a estrutura sonora é
adequada ao tom de voz dele, ou seja, há diferenças que implicam em mudanças
nessa estrutura e obviamente aconteceriam de novo. Por isso a imprensa “especializada”
ao meu ver foi covarde ao atacar Blaze Bayley e ao colocá-lo como se ele fosse o
problema que nunca foi. Quem conhecia o trabalho dele no Wolfsbane sabia que
isso iria ocorrer e também sabia que ele é um grande vocalista de heavy metal cujo talento não se realizaria ali,
os álbuns de sua carreira pós-Iron Maiden comprovam isso largamente, sem
embargos!
19 de agosto de 2017
Dio - Dream Evil (1987)
Na segunda e
última metade da década de 1980 as bandas de heavy metal pareciam perder as
forças fazendo várias mudanças que nem sempre agradaram os fãs e a imprensa que
não perdoava fazendo críticas mais do que ácidas em muitos casos entre outros, mas nem
por isso acabavam encerrando a carreira antes do esperado causando espanto só que por outro lado haviam outros que estavam bem no auge e ainda correspondiam a
altura com grandes lançamentos e o mesmo pode se dizer dos estreantes que
vinham com sangue nos olhos para conquistar o seu lugar ao sol.
Iron Maiden - Seventh Son Of A Seventh Son (1988)
O ano de 1988
experimentou grandes mudanças como o fim da guerra fria que na verdade era o
preludio para a extinção da ex-U.R.S.S que ruiu de vez três anos depois, porém
ainda assim havia a ameaça nuclear não de uma guerra, mas da contaminação que
ameaçava a Europa após a castrofe nuclear ocorrida na Usina de Chernobil. Enquanto
no Brasil ainda recém saído do seu período mais sombrio agora tentava marchar
rumo a democracia ao mesmo tempo em contava seus mortos e procurava os seus
desaparecidos denunciando as violações dos direitos humanos praticadas nos
porões dos matadouros do DOI-CODI aonde ocorreram vários assassinatos,
estupros, torturas até de crianças e de bebes e o que mais se puder imaginar,
mas ainda haviam os resquícios que assombrariam o presente, marcado também pelo
assassinato de Chico Mendes e também viu o fim da censura e da tortura entre
tantas outras coisas.
1 de novembro de 2016
Judas Priest e os seus cinco melhores e mais importantes discos.
Nascido na Inglaterra e contemporâneo e conterrâneo do Black Sabbath, o Judas Priest começou suas atividades em 1969. Novos elementos e mais absorção das lições dos homens de Birmingham deram aos legítimos herdeiros os elementos necessários para trilhar o próprio caminho, ou seja, inovar, testar, desafiar e quebrar barreiras, estabelecer outro nível.
30 de outubro de 2016
Iron Maiden - Maiden England '88 (2013)
O Iron Maiden é
uma banda que se especializou em lançar ótimos discos ao vivo, desde Live After
Death, de 1985, o clássico supremo, os britânicos apresentam trabalhos que ao
contrário de muitos valem cada centavo, ou seja, não são os terríveis caça
níquel. Nos anos de 1980, os caras lançaram álbuns que se transformaram em
referência logo de imediato, sete discos de estúdio do nível mais alto. É até
dispensável fazer qualquer outra consideração a respeito de cada de um deles,
pois é... seria redundante discorrer sobre um The Number of the Beast (1982) ou um
Powerslave (1984) e os demais para recontar a devida importância. Depois de 1986, em 1988, o Iron Maiden fechou a
década de 1980 com Seventh of the Seventh Son, um disco que os deixou de bem
com o público que havia a dois anos atrás torcido para o Somewhere in Time, um
ótimo disco que acabou entrando para o hall dos álbuns injustiçados (leia aqui).
20 de outubro de 2016
Metal Church - Masterpeace (1999)
Enquanto a
Inglaterra estava em plena NWOBHM lançando banda atrás de banda, os EUA também
estavam na sua onda e não deixavam por menos. O Thrash Metal vinha com tudo e a
terra do Tio Sam não teve dó e nem piedade, o Metallica vinha por um lado com
Kill ‘Em All (1983) e a posteriori vinha ainda mais matador com Ride The
Lightning, o Slayer também vinha daquele jeito com Show No Mercy (1983) e não
muito atrasado em relação ao seu “concorrente” responde com mais agressividade
emplacando o Hell Awaits (1985), a verdade é que o inferno não estava mais a
espera e dali passavam a largos passos bandas e mais bandas e muitos nomes com clássicos
foram firmando-se no cenário.
16 de outubro de 2016
Iron Angel - Hellish Crossfire (1985)
Nos anos da
década de 1950 o rock surgiu fazendo um estardalhaço na postura herege de Elvis
Presley, o embrião de uma revolução que chegaria ao seu ápice nos anos de 1960
com os Beatles, as mudanças não aconteceram só na estética da música, mas principalmente
no comportamento, o questionamento dos padrões da sociedade, a contracultura,
enfim, foram anos de grande efervescência cultural, os hippies, a guerra fria e
o mundo dividido entre os comunistas e capitalistas e mais as violentas guerras de
descolonização de África e Ásia, os anos de 1970, viram a derrota do
capitalismo custando mais caro do que o rico dinheiro do contribuinte que teve
de enterrar os seus filhos ou vê-los paraplégicos ou que ficaram “esquecidos”
como pagamento pelos danos permanentes causados a 80% do solo vietnamita que
hoje é improdutivo por conta do excesso de napalm.
15 de outubro de 2016
Iron Maiden - Somewhere In Time (1986)
O ano de 1986 foi um ano de grandes lançamentos, o Slayer e o Metallica chegavam ao ápice do Thrash metal, mas por outro lado outras bandas entravam em declínio tentando em vão se adaptar ao mercado norte americano, o Judas Priest, o Grave Digger, entre outras dezenas de bandas acabaram por sair chamuscadas dessas aventuras malsucedidas. O Iron Maiden por sua vez recentemente transformou-se numa das forças definitivas do heavy metal, o passado recente contava com o grande Powerslave e de quebra o Live After Death, um monstruoso álbum vivo, enfim, um clássico, que está no hall dos principais álbuns desse formato e, que, vive perambulando, com destaque, pelas listas das inúmeras publicações de metal ao redor do planeta.
8 de maio de 2016
Uma lição sobre o bom senso e o devido respeito.
O blog está inativo em definitivo, mas volta e meia venho aqui para ver se tem algum comentário para ser publicado. Só que ultimamente li comentários que ofendem a minha integridade moral, ou seja, são calúnias e difamações, o que é crime previsto no código penal punível com cadeia e fora a indenização. Esse tipo de comentário eu nem publico, mas aviso: Eu retenho para futuros processos e um dos que li aqui já encaminhei os dados para a polícia e fiz B.O e vou seguir com processo crime. A internet não é uma terra livre aonde se abusa do direito a opinião há limites, o bom senso por exemplo é uma dessas travas e evita dissabores.
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