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3 de junho de 2014

Livros: William Burroughs - Almoço Nú (1959)


Em 1957, a geração Beat chegava com tudo primeiramente com Jack Kerouac e seu alucinante On The Road e na sequência Allen Ginsberg atacava com O Uivo, porém ambos são um marco na literatura americana e mundial também porque se tornaram referências para as futuras gerações e principalmente no seu tempo influenciaram os jovens. Só que faltava ainda uma parte desse quebra cabeças insano anti moralista que pregava um novo ethos e quem preencheria esse vazio aberto por estas duas obras fenomenais seria William Burroughs com o seu Almoço Nú, uma obra escandalosa, recheada de paisagens bizarras frutos de uma mente entorpecida.

9 de maio de 2014

Livro: Almanaque 1964: Fatos, Histórias e Curiosidades de Um Ano que Mudou (Nem Tudo para Melhor), de Ana Maria Bahiana


Ana Maria Bahiana para quem não sabe foi da redação da primeira versão da Revista Rolling Stone, no Brasil, na década de 1970. Ela é jornalista cultural e vive em Los Angeles e além da Rolling Stone também escreveu para a Bizz, Jornal do Brasil e Folha de São Paulo, foi editora da revista Scream Internacional e também foi correspondente na Califórnia da Rede Globo e do Telecine. Atualmente é crítica da rede PBS no programa Just It Seen.

10 de abril de 2014

Jornalismo Gonzo: Livros para ler e pirar na estrada


Os livros são a porta de entrada para mundos fantásticos, imagéticos e revolucionários, enfim eles abrem as portas das dúvidas e abrem a mente para os questionamentos. Imagine livros não políticos e nem de ciências humanas ou romances, mas livros escritos por jornalistas que contam as suas peripécias na estrada ao rodarem por ai com os seus entrevistados, enfim antropólogos em campo pesquisando e como diz a própria disciplina coloque-se no lugar do objeto de pesquisa para saber como é. Existem muitos que vão além e incorporam o objeto, mas isso é triste? Não, desde que você saiba seus limites se é que você me entende. Entende? Sim? Não? Então vamos conversar mais? 

2 de abril de 2014

Livros: 1001 Discos que você tem ouvir antes de morrer


Poderia ser a música uma ciência, uma arte de curar e até mesmo de terapia para a alma? Eu não sei, mas entendo que a música nas mais variadas formas é uma expressão dos sentimentos, da vida e dos tormentos que vivemos que na vida moderna que não para de nos testar e a qualquer momento sempre existe lá no horizonte em novo desafio. Por falar em desafio também temos aqui uma atividade cerebral ao ouvir música e juntando os dois pensamos, refletimos sobre "1001 discos para ouvir antes de morrer" podemos entender a música como a quebra das regras de conduta e abre-se o salvo conduto para experimentações diversas, ilimitadas neste campo. Que tal experimenta-las extrapolando todos os limites sem freios, culpas e auto flagelos porque fugiu dos seus padrões? Então, e ai vamos transgredir as regras? 

20 de janeiro de 2014

Livros: The Rolling Stones: Gravações Comentadas & Discografia Completa (2006)


A editora Larousse publica livros nas mais variadas áreas do conhecimento, mas também publica biografias de bandas e artistas do cenário rock. Existem no mercado brasileiro biografias de bandas e artistas como Beatles, Led Zeppelin, Mick Jagger, Bob Dylan, John Lennon entre outros. Além deste gênero de literatura, a editora também tem outros títulos que não são biografias, mas que se equiparam a enciclopédias e dedicam-se a discografia de determinado artista e a obra trás o catálogo completo e comentado por um critico musical de renome.

14 de janeiro de 2014

Resenha de Livro: A História não Contada do Motörhead de Joel McIver


Joel McIver é um jornalista e escritor britânico, que escreve algumas matérias para as revistas britânicas como a Metal Hammer, Kerrang, Classic Rock entre outros, porém os seus méritos advém pelo fato de ter escrito biografias de bandas como: O Metallica de quem escreveu a aclamada Justice For All: The Truth About Metallica, que tornou-se um best seller, ou seja, o seu livro mais conhecido, o cartão de visitas. Além deste escreveu sobre bandas e entre elas estão outras duas mega bandas o Slayer e o Black Sabbath cujas biografias foram lançadas por aqui, mas não para por ai, pois escreveu sobre Slipknot, Sex Pistols, Queens of the Stone Age e mais uma miríade de bandas e que não tem edição brasileira. 

7 de janeiro de 2014

Livros: Legs McNeil & Gillian McCain - Mate-me Por Favor: A História do Punk sem Censura (1997)


Legs McNeil e sua companheira Gillian McCain resolveram contar a história do punk sem censura e sem qualquer censura mesmo, a obra não reserva nenhum pudor para descrever o que foi cenário punk norte americano desde o período de nascimento do embrião até o estouro que abalou o resto do planeta espalhando suas sementinhas. O melhor do livro é que ele não é uma mera biografia que traça um panorama. Aqui quem conta a história para o leitor são varias pessoas que viveram aquele momento e só para você ter uma ideia de quem está na jogada é só ligar nas páginas do livro que vai dar de cara com Dee Dee Ramones, Wayne Kramer, Iggy Pop, Patti Smith, Malcom McLaren e além destas personalidades fundamentais você ainda encontra jornalistas como Lester Bangs. 

4 de janeiro de 2014

Livros: O Chamado da Floresta - Jack London (1903)


Escrito em 1903 e lançado em folhetim, a obra, de Jack London, o Chamado Selvagem, é um dos livros clássicos da literatura norte americana. A história narrada pelo autor é sobre um cão chamado Buck, que foi roubado e foi parar no Alaska trabalhando compulsoriamente puxando trenós de cargas. O período descrito na narração é a corrida do ouro e a primeira vista parece ser uma aventura comum, mas na verdade o autor aproveita o tema para escrever sobre Darwinismo, Marxismo e também filosofia.

22 de novembro de 2013

Livros: Aldous Huxley - Admirável Mundo Novo (1932)


Lançado em 1932 antes do nazismo e a segunda grande guerra tornarem-se realidade, Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley olhava para o futuro e parecia adianta-lo em décadas. Claro que algumas “previsões” de sua magna opera se confirmaram de acordo com o desenvolvimento tecnológico e outras não, porém independente daquele mundo ser real ou não e os personagens serem ou humanos é que a obra tornou-se indispensável e obrigatória para entender a sociedade moderna e suas celeumas.

25 de outubro de 2013

Livros: George Orwell - 1984


1984”, o magum opus de George Orwell foi escrito por ele em 1948 devido a sua insatisfação com os rumos que o governo de Stalin estavam seguindo. O livro foi publicado em 1949 e a segunda guerra eo nazismo nessa altura eram passado recente, porém o totalitarismo ainda resistia na forma do comunismo.

13 de agosto de 2013

Livros: William Burroughs - Junky



Imagine uma gangue de escribas que mudaram a literatura e mudaram também a vida de uma geração inteira. Sim é dos Beats que estou falando, uma turma descompromissada com o ideal de vida preconizado através do sonho americano e de saco cheio dessa vida simples e mediocre e em busca da iluminação essa turma através de livros como On the Road, de Jack Kerouac e do Uivo, de Allen Ginsberg e os demais membros da turma anunciavam uma nova era.

9 de janeiro de 2013

Livros: Neil Young - Autobiografia (2012)


Geralmente toda autobiografia, o autor sempre faz uma análise sobre a sua carreira e principalmente coloca o seu ponto de vista sobre a sua obra além de fornecer algumas informações esclarecedoras a respeito de pontos que ficaram nublados no passado e deram margem a criação de inúmeras e lendas e mitos a respeito do tema junto aos fãs. No caso de Neil Young a história é bem diferente, pois no seu livro o artista não faz nenhuma nenhuma analise profunda da sua carreira, muito pelo contrário ele abre as portas da intimidade dele e fala sem constrangimento algum. 

13 de novembro de 2012

Resenha de Livro - Sexo Drogas & Rolling Stones: As Histórias da Banda que se Recusa a Morrer (2008)


Em 2008, chega as livrarias brasileiras uma biografia sobre "a maior banda de rock de todos os tempos", os Rolling Stones, mas a mina surpresa foi quando eu peguei o livro nas mãos para ver vi que se tratava de uma publicação escrita por brasileiros fato que aguçou ainda mais a curiosidade, pois pensei que trata-se de dois bolhas super fãs da banda britânica que resolveu colocar no mercado um livro, uma biografia sobre a banda reunindo uma série de pesquisas sobre o conjunto. Esses dois escritores que eu julguei serem bolhas, na verdade um é o renomado jornalista José Emílio Rondeau que para quem não conhece  é escritor também e escreve sobre cinema, música (no caso rock) e cinema (dirigiu o filme 1972 junto com Ana Maria Bahiana (sua esposa), e alguns vídeo clipes para bandas do cenário rock brasileiro) e trabalhou para importantes veículos de comunicação como: O Globo, Jornal do Brasil, Folha de São Paulo, Bizz/Showbizz entre outros e o seu parceiro nesta empreitada, o Nélio Rodrigues é biólogo, mas deixou a pesquisa de lado e abraçou outra pesquisa para levar a efeito este livro e mais outros que ele lançou e um deles é sobre os Rolling Stones também cujo título é Os Rolling Stones no Brasil: do descobrimento a conquista (1968-1999) e já faz alguns anos que ele a exemplo de seu companheiro escreve sobre classic rock para publicações como Senhor F. 

9 de fevereiro de 2012

Critica do Livro: Ponto Final Crônicas Sobre Os Anos 60 e Suas Desilusões (2010)


Poucos livros trataram a década de 1960 de uma maneira tão peculiar como o jornalista Mikal Gilmour que vivenciou tal período não só profissionalmente como um jovem comum e o que encontramos em Ponto Final  que pode ser considerado um clássico sobre a literatura do período traz um panorama sobre os ícones da década com um olhar próprio fugindo do convencional, ou seja, desvia do lugar comum onde entram aqueles clichês já  bem conhecidos sobre os astros aqui retratados. 


6 de fevereiro de 2012

Critica do Livro: Heavy Metal A História Completa (2010)


Originamente publicado em 2003 pelo autor Ian Christe a obra se propõe a contar a história do estilo nos seus minimos detalhes, começando pelo Black Sabbath mas o defeito aparece ao negar outros percusores como o Blue Cheer, e outro fator importante do livro que ele descreve o desenvolvimento do estilo, ou seja, o período de transição liderado pelo Judas Priest que rompe cacoetes setentistas e passa a ser heavy metal criando as bases para a década seguinte onde surgiram subgêneros como power metal, speed metal e thrash metal. 


Critica do Livro: Queen Magic Works (2009)


O mercado editorial brasileiro vem surpreendo atualmente com o lançamento de várias biografias sejam elas sobre artistas de cinema, políticos ou personalidades históricas, mas a grande surpresa fica por conta do rock estilo que pegou no Brasil (não nas mesmas proporções dos países europeus e da América do Norte) e podemos encontrar um número razoável de biografias mesmo que fiquem restritas a bandas como Beatles, Rolling Stones, Bob Dylan e em alguns casos há espaço para outras bandas de igual expressão que passam um pouco desapercebidas.

A maior surpresa é que trata-se de um fato incomum, a biografia alvo deste texto foi escrita por um brasileiro fã do Queen e participante ativo do fã clube da banda além de ser membro de uma banda tributo do grupo britânico e baseado em alguns livros e revistas sobre a banda Marcelo Facundo Severo lançou, em 2009, Queen Magic Works pela Editora Mandacaru e inicialmente estava sendo comercializado apenas no site do fã clube.

A obra em questão aborda a produção musical, em detalhes, começando por uma breve biografia de cada integrante até a formação do Queen, para depois entrar na discografia, revelando os mínimos detalhes da gravação contando para os leitores até quais foram os instrumentos utilizados no estúdio em cada faixa gravada, e o que mais surpreende é quantidade de informações relevantes e precisas sobre a banda que o autor conseguiu reunir e transformar em livro que sem dúvida pode ser considerado um referencial para quem deseja mais do que ouvir os discos do Queen porque pode começar a expandir seus conhecimentos adquirindo este livro.

Embora seja uma pequena obra prima, o livro,  também tem seus defeitos que de maneira alguma depõe contra a grandiosidade do conjunto de informações que o compõe, muito pelo contrário, pois, apenas mostram as fragilidades de um escritor de primeira viagem e o que o faz tropeçar é que quando descreve os discos o faz de uma maneira positivista considerando aí também a forma cronológica utilizada para dividir os capítulos, a falha, nesse caso, é que cada um deles parece ser descolado, sem conexão, com a outro, pois, em alguns casos, os temas das letras poderiam ter sido mais discutidos. Um outro fator é que a descrição da discografia ficou com a cara de uma resenha mais aprofundada, técnica, carecendo de uma análise crítica mais profunda e também por não ter o contexto histórico que é importantíssimo para situar o leitor e ajudá-lo a compreender melhor o período em que estes discos foram lançados.

Resumindo trata-se uma grande obra que merece toda atenção dos fãs mais ardorosos, e, que, portanto, são os mais sedentos por informações detalhistas sobre a obra do grupo britânico que será largamente encontrada em Queen Magic Works que não é uma bíblia, mas contém um rico conjunto de informações que possibilitam informar muito bem o leitor desde o mais ardoroso assim como os iniciantes na obra da banda, ou aqueles que apenas pesquisam música, enfim, trata-se de uma excelente iniciativa, porque não é todos os dias que vemos um brazuka escrevendo uma biografia de alto nível neste mercado que é dominado esmagadoramente pelos jornalistas estrangeiros.

Nota: 9,0