Em 1957,
a geração Beat chegava com tudo primeiramente com Jack
Kerouac e seu alucinante On The Road e na sequência Allen Ginsberg atacava com
O Uivo, porém ambos são um marco na literatura americana e mundial também
porque se tornaram referências para as futuras gerações e principalmente no seu
tempo influenciaram os jovens. Só que faltava ainda uma parte desse quebra
cabeças insano anti moralista que pregava um novo ethos e quem preencheria esse
vazio aberto por estas duas obras fenomenais seria William Burroughs com o seu
Almoço Nú, uma obra escandalosa, recheada de paisagens bizarras frutos de uma
mente entorpecida.
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3 de junho de 2014
9 de maio de 2014
Livro: Almanaque 1964: Fatos, Histórias e Curiosidades de Um Ano que Mudou (Nem Tudo para Melhor), de Ana Maria Bahiana
Ana Maria Bahiana para quem não sabe foi da redação
da primeira versão da Revista Rolling Stone, no Brasil, na década de 1970. Ela é
jornalista cultural e vive em
Los Angeles e além da Rolling Stone também escreveu para a
Bizz, Jornal do Brasil e Folha de São Paulo, foi editora da revista Scream
Internacional e também foi correspondente na Califórnia da Rede Globo e do
Telecine. Atualmente é crítica da rede PBS no programa Just It Seen.
10 de abril de 2014
Jornalismo Gonzo: Livros para ler e pirar na estrada
Os livros são a porta de entrada para mundos
fantásticos, imagéticos e revolucionários, enfim eles abrem as portas das dúvidas
e abrem a mente para os questionamentos. Imagine livros não políticos e nem de
ciências humanas ou romances, mas livros escritos por jornalistas que contam as
suas peripécias na estrada ao rodarem por ai com os seus entrevistados, enfim
antropólogos em campo pesquisando e como diz a própria disciplina coloque-se no
lugar do objeto de pesquisa para saber como é. Existem muitos que vão além e
incorporam o objeto, mas isso é triste? Não, desde que você saiba seus limites
se é que você me entende. Entende? Sim? Não? Então vamos conversar mais?
2 de abril de 2014
Livros: 1001 Discos que você tem ouvir antes de morrer
Poderia ser a música uma ciência, uma arte
de curar e até mesmo de terapia para a alma? Eu não sei, mas entendo que a música
nas mais variadas formas é uma expressão dos sentimentos, da vida e dos
tormentos que vivemos que na vida moderna que não para de nos testar e a qualquer
momento sempre existe lá no horizonte em novo desafio. Por falar em desafio também temos aqui uma atividade cerebral ao ouvir música e juntando os dois
pensamos, refletimos sobre "1001 discos para ouvir antes de morrer" podemos entender a música
como a quebra das regras de conduta e abre-se o salvo conduto para experimentações
diversas, ilimitadas neste campo. Que tal experimenta-las extrapolando todos os limites sem freios, culpas
e auto flagelos porque fugiu dos seus padrões? Então, e ai vamos transgredir as regras?
20 de janeiro de 2014
Livros: The Rolling Stones: Gravações Comentadas & Discografia Completa (2006)
A editora Larousse publica
livros nas mais variadas áreas do conhecimento, mas também publica biografias
de bandas e artistas do cenário rock. Existem no mercado brasileiro biografias
de bandas e artistas como Beatles, Led Zeppelin, Mick Jagger, Bob Dylan, John
Lennon entre outros. Além deste gênero de literatura, a editora também tem
outros títulos que não são biografias, mas que se equiparam a enciclopédias e
dedicam-se a discografia de determinado artista e a obra trás o catálogo
completo e comentado por um critico musical de renome.
14 de janeiro de 2014
Resenha de Livro: A História não Contada do Motörhead de Joel McIver
Joel McIver é um jornalista e escritor britânico, que escreve algumas matérias para as revistas britânicas como a Metal Hammer, Kerrang, Classic Rock entre outros, porém os seus méritos advém pelo fato de ter escrito biografias de bandas como: O Metallica de quem escreveu a aclamada Justice For All: The Truth About Metallica, que tornou-se um best seller, ou seja, o seu livro mais conhecido, o cartão de visitas. Além deste escreveu sobre bandas e entre elas estão outras duas mega bandas o Slayer e o Black Sabbath cujas biografias foram lançadas por aqui, mas não para por ai, pois escreveu sobre Slipknot, Sex Pistols, Queens of the Stone Age e mais uma miríade de bandas e que não tem edição brasileira.
7 de janeiro de 2014
Livros: Legs McNeil & Gillian McCain - Mate-me Por Favor: A História do Punk sem Censura (1997)
Legs McNeil e sua companheira Gillian McCain resolveram contar a história do punk sem censura e sem qualquer censura mesmo, a obra não reserva nenhum pudor para descrever o que foi cenário punk norte americano desde o período de nascimento do embrião até o estouro que abalou o resto do planeta espalhando suas sementinhas. O melhor do livro é que ele não é uma mera biografia que traça um panorama. Aqui quem conta a história para o leitor são varias pessoas que viveram aquele momento e só para você ter uma ideia de quem está na jogada é só ligar nas páginas do livro que vai dar de cara com Dee Dee Ramones, Wayne Kramer, Iggy Pop, Patti Smith, Malcom McLaren e além destas personalidades fundamentais você ainda encontra jornalistas como Lester Bangs.
4 de janeiro de 2014
Livros: O Chamado da Floresta - Jack London (1903)
Escrito em 1903 e lançado em
folhetim, a obra, de Jack London, o Chamado Selvagem, é um dos livros clássicos
da literatura norte americana. A história narrada pelo autor é sobre um cão
chamado Buck, que foi roubado e foi parar no Alaska trabalhando compulsoriamente
puxando trenós de cargas. O período descrito na narração é a corrida do ouro e
a primeira vista parece ser uma aventura comum, mas na verdade o autor
aproveita o tema para escrever sobre Darwinismo, Marxismo e também filosofia.
22 de novembro de 2013
Livros: Aldous Huxley - Admirável Mundo Novo (1932)
Lançado em 1932 antes do nazismo e a
segunda grande guerra tornarem-se realidade, Admirável Mundo Novo, de Aldous
Huxley olhava para o futuro e parecia adianta-lo em décadas. Claro que
algumas “previsões” de sua magna opera se
confirmaram de acordo com o desenvolvimento tecnológico e outras não, porém
independente daquele mundo ser real ou não e os personagens serem ou humanos é
que a obra tornou-se indispensável e obrigatória para entender a sociedade
moderna e suas celeumas.
25 de outubro de 2013
Livros: George Orwell - 1984
“1984” , o magum opus de George Orwell foi
escrito por ele em 1948 devido a sua insatisfação com os rumos que o governo de
Stalin estavam seguindo. O livro foi publicado em 1949 e a segunda guerra eo
nazismo nessa altura eram passado recente, porém o totalitarismo ainda resistia
na forma do comunismo.
13 de agosto de 2013
Livros: William Burroughs - Junky
Imagine uma gangue de escribas que mudaram a
literatura e mudaram também a vida de uma geração inteira. Sim é dos Beats que
estou falando, uma turma descompromissada com o ideal de vida preconizado através
do sonho americano e de saco cheio dessa vida simples e mediocre e em busca da
iluminação essa turma através de livros como On the Road, de Jack Kerouac e do
Uivo, de Allen Ginsberg e os demais membros da turma anunciavam uma nova era.
9 de janeiro de 2013
Livros: Neil Young - Autobiografia (2012)
Geralmente toda autobiografia, o autor sempre faz uma análise sobre a sua carreira e principalmente coloca o seu ponto de vista sobre a sua obra além de fornecer algumas informações esclarecedoras a respeito de pontos que ficaram nublados no passado e deram margem a criação de inúmeras e lendas e mitos a respeito do tema junto aos fãs. No caso de Neil Young a história é bem diferente, pois no seu livro o artista não faz nenhuma nenhuma analise profunda da sua carreira, muito pelo contrário ele abre as portas da intimidade dele e fala sem constrangimento algum.
13 de novembro de 2012
Resenha de Livro - Sexo Drogas & Rolling Stones: As Histórias da Banda que se Recusa a Morrer (2008)
Em 2008, chega as livrarias brasileiras uma biografia sobre "a maior banda de rock de todos os tempos", os Rolling Stones, mas a mina surpresa foi quando eu peguei o livro nas mãos para ver vi que se tratava de uma publicação escrita por brasileiros fato que aguçou ainda mais a curiosidade, pois pensei que trata-se de dois bolhas super fãs da banda britânica que resolveu colocar no mercado um livro, uma biografia sobre a banda reunindo uma série de pesquisas sobre o conjunto. Esses dois escritores que eu julguei serem bolhas, na verdade um é o renomado jornalista José Emílio Rondeau que para quem não conhece é escritor também e escreve sobre cinema, música (no caso rock) e cinema (dirigiu o filme 1972 junto com Ana Maria Bahiana (sua esposa), e alguns vídeo clipes para bandas do cenário rock brasileiro) e trabalhou para importantes veículos de comunicação como: O Globo, Jornal do Brasil, Folha de São Paulo, Bizz/Showbizz entre outros e o seu parceiro nesta empreitada, o Nélio Rodrigues é biólogo, mas deixou a pesquisa de lado e abraçou outra pesquisa para levar a efeito este livro e mais outros que ele lançou e um deles é sobre os Rolling Stones também cujo título é Os Rolling Stones no Brasil: do descobrimento a conquista (1968-1999) e já faz alguns anos que ele a exemplo de seu companheiro escreve sobre classic rock para publicações como Senhor F.
9 de fevereiro de 2012
Critica do Livro: Ponto Final Crônicas Sobre Os Anos 60 e Suas Desilusões (2010)
Poucos livros trataram a década de 1960 de uma maneira tão peculiar como o jornalista Mikal Gilmour que vivenciou tal período não só profissionalmente como um jovem comum e o que encontramos em Ponto Final que pode ser considerado um clássico sobre a literatura do período traz um panorama sobre os ícones da década com um olhar próprio fugindo do convencional, ou seja, desvia do lugar comum onde entram aqueles clichês já bem conhecidos sobre os astros aqui retratados.
6 de fevereiro de 2012
Critica do Livro: Heavy Metal A História Completa (2010)
Originamente publicado em 2003 pelo autor Ian Christe a obra se propõe a contar a história do estilo nos seus minimos detalhes, começando pelo Black Sabbath mas o defeito aparece ao negar outros percusores como o Blue Cheer, e outro fator importante do livro que ele descreve o desenvolvimento do estilo, ou seja, o período de transição liderado pelo Judas Priest que rompe cacoetes setentistas e passa a ser heavy metal criando as bases para a década seguinte onde surgiram subgêneros como power metal, speed metal e thrash metal.
Critica do Livro: Queen Magic Works (2009)
O mercado editorial brasileiro vem
surpreendo atualmente com o lançamento de várias biografias sejam elas sobre
artistas de cinema, políticos ou personalidades históricas, mas a grande
surpresa fica por conta do rock estilo que pegou no Brasil (não nas mesmas
proporções dos países europeus e da América do Norte) e podemos encontrar um
número razoável de biografias mesmo que fiquem restritas a bandas como Beatles,
Rolling Stones, Bob Dylan e em alguns casos há espaço para outras bandas de igual expressão que passam um pouco desapercebidas.
A maior surpresa é que trata-se
de um fato incomum, a biografia alvo deste texto foi escrita por um brasileiro
fã do Queen e participante ativo do fã clube da banda além de ser membro de uma
banda tributo do grupo britânico e baseado em alguns livros e revistas sobre a
banda Marcelo Facundo Severo lançou, em 2009, Queen Magic Works pela Editora
Mandacaru e inicialmente estava sendo comercializado apenas no site do fã
clube.
A obra em questão aborda a
produção musical, em detalhes, começando por uma breve biografia de cada
integrante até a formação do Queen, para
depois entrar na discografia, revelando os mínimos detalhes da gravação contando para os leitores até quais foram os instrumentos utilizados no estúdio em cada faixa gravada, e o que mais surpreende é
quantidade de informações relevantes e precisas sobre a banda que o autor
conseguiu reunir e transformar em livro que sem dúvida pode ser considerado um
referencial para quem deseja mais do que ouvir os discos do Queen porque pode
começar a expandir seus conhecimentos adquirindo este livro.
Embora seja uma pequena obra
prima, o livro, também tem seus defeitos
que de maneira alguma depõe contra a grandiosidade do conjunto de informações
que o compõe, muito pelo contrário, pois, apenas mostram as fragilidades de um
escritor de primeira viagem e o que o faz tropeçar é que quando descreve os discos o faz de uma maneira positivista considerando aí também a forma cronológica utilizada para dividir os capítulos, a falha, nesse caso, é que cada um deles parece ser descolado, sem conexão, com a outro, pois, em alguns casos, os temas das letras poderiam ter sido mais discutidos. Um outro fator é que a descrição da discografia ficou com a cara de uma resenha
mais aprofundada, técnica, carecendo de uma análise crítica mais profunda e também por não ter o contexto histórico que é importantíssimo para situar o leitor e ajudá-lo
a compreender melhor o período em que estes discos foram lançados.
Resumindo trata-se uma grande obra que merece toda atenção dos fãs mais ardorosos, e, que, portanto, são os mais sedentos por informações detalhistas sobre a obra do grupo britânico que será largamente encontrada em Queen Magic Works que não é uma bíblia, mas contém um rico conjunto de informações que possibilitam informar muito bem o leitor desde o mais ardoroso assim como os iniciantes na obra da banda, ou aqueles que apenas pesquisam música, enfim, trata-se de uma excelente iniciativa, porque não é todos os dias que vemos um brazuka escrevendo uma biografia de alto nível neste mercado que é dominado esmagadoramente pelos jornalistas estrangeiros.
Resumindo trata-se uma grande obra que merece toda atenção dos fãs mais ardorosos, e, que, portanto, são os mais sedentos por informações detalhistas sobre a obra do grupo britânico que será largamente encontrada em Queen Magic Works que não é uma bíblia, mas contém um rico conjunto de informações que possibilitam informar muito bem o leitor desde o mais ardoroso assim como os iniciantes na obra da banda, ou aqueles que apenas pesquisam música, enfim, trata-se de uma excelente iniciativa, porque não é todos os dias que vemos um brazuka escrevendo uma biografia de alto nível neste mercado que é dominado esmagadoramente pelos jornalistas estrangeiros.
Nota: 9,0
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