Quando o mês é bom, eu compro os meus discos para abastecer a minha prateleira em duas prestações, ou seja, vou duas vezes aos locais que já citei aqui no post anterior sobre as minhas aquisições desse mês para satisfazer os meus caprichos mensais. Dou esse espaço de tempo para ver se chega algo novo, diferente do que tenho ou o que não tenho mesmo. Dessa vez a feira foi legal e acabei encontrando discos que estavam programados para o próximo ano, mas como são difíceis de achar mesmo nos comércios virtuais (Mercado Livre, OLX) não pensei duas vezes ainda mais pelo preço super em conta.
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20 de junho de 2014
A Estante do Colecionador e a Segunda Parte das Novidades de Junho
Quando o mês é bom, eu compro os meus discos para abastecer a minha prateleira em duas prestações, ou seja, vou duas vezes aos locais que já citei aqui no post anterior sobre as minhas aquisições desse mês para satisfazer os meus caprichos mensais. Dou esse espaço de tempo para ver se chega algo novo, diferente do que tenho ou o que não tenho mesmo. Dessa vez a feira foi legal e acabei encontrando discos que estavam programados para o próximo ano, mas como são difíceis de achar mesmo nos comércios virtuais (Mercado Livre, OLX) não pensei duas vezes ainda mais pelo preço super em conta.
A Estante do Colecionador e as Novidades de Junho
Comprar, colecionar discos sempre foi uma terapia para mim, ou seja, é algo saudável que faço questão de cultivar como tradição, pois todos os meses faço a minha feirinha na internet via Mercado Livre ou nas grandes redes de livrarias e agora aqui em Ribeirão Preto temos a Livraria Cultura que tem em suas gôndolas lps e cds importados de artistas como Bob Dylan, The Kinks, The Who, Cream, Lynyrd Skynyrd, The Byrds e por ai vai, os preços são os mesmos do mercado para alguns, porém para outros é salgado e fica mesmo proibitivo realizar o sonho. Fazia tempo que não pintava na cidade uma loja tão aconchegante e repleta de variedades tanto nos discos quanto nos livros e pelo bom atendimento não resisti e me rendi de vez.
As escolhas de minha vida um preço alto que vale apena ser pago.
Já estamos no inverno que eu particularmente adoro,
amo essa estação, é a melhor época do ano para dormir até é mais gostoso, mas
para acordar já é outra história, porém apesar dos pesares gosto de acordar
cedo isso quer dizer de madrugada antes do sol chegar e hoje foi um destes dias.
Quando me levantei já fui buscar algo para comer e para beber na geladeira, mas
fiquei só com a bebida, um baita copo de coca cola com gelo e limão.
14 de junho de 2014
Grace, o estado de graça de Jeff Buckley.
Quando acordei na sexta feira e fazia o básico para
ir trabalhar pensava no que iria escutar, mas nem fazia ideia, pois olhava,
olhava e olhava para a minha prateleira e nada agradava nem mesmo os sete
discos que adquiri recentemente alvos de outro texto que futuramente estará
rodando por esse blog e como o tempo é implacável quando trata-se de cumprir os
compromissos do dia a dia acabei deixando para lá e me despenquei o mais rápido
possível para mais um dia estafante de trabalho.
9 de maio de 2014
Rock Memories: As Tristezas de um Colecionador
No sábado à
noite não quis sair porque queria escutar os discos que haviam chegado pela
manhã, mas como fiquei durante a manhã arrumando a casa e a tarde estudei não
pude dar atenção a eles. Depois de jantar, arrumei a cozinha, saquei uma faca
da gaveta e fui para sala, sentei-me no sofá, peguei o pacote e comecei a
abri-lo e dentro da embalagem retirei três lps, o primeiro era o Cat Scratch
Fever do Ted Nugent, o segundo também era do Nugent, isto é, o debut e o
terceiro era o No Smoke Without Fire do Wishbone Ash.
24 de março de 2014
Tinha uma miríade de discos pelo caminho: O recomeço de uma saga insana pelo mundo encantado do vinil
Este texto estava demasiado louquinho
para sair do forno da minha usina de ideias, o cérebro. Já faz tempo que queria
escrever sobre o meu recomeço na terra mágica dos discos de vinil, mas nunca
encontrei um tempo para sentar refletir e pelo esquadrinhar o arcabouço do
texto para depois decidir o que contar e o que não contar para você leitor.
Finalmente ontem e hoje pude sentar para escrever o texto e agora ele está aqui
pronto para a publicação para entrar nas mentes e convidá-los a penetrar neste
mundo misterioso mágico dos discos de vinil.
30 de novembro de 2012
Rock Memories: Harvest a colheita de Neil Young
A primeira vez que ouvi Neil Young foi em 1995, na MTV, o clipe de Downtown, faixa do álbum Mirror Ball, aquele que trazia o Pearl Jam como banda de apoio, eu me encantei exatamente com essa faixa, mas não por ter a banda de grunge e, na época, até achei um defeito e até desconfiava que o disco deveria ser ruim. Optei por compra-lo e no decorrer da audição vi que estava errado e acabei por gostar ainda mais depois de ter escutado a faixa Peace and Love, um segundo hit. Por fim adorei o todo o disco apesar de ter muitas faixas longas e cheias de improvisos e virtuoses que fizeram valer a pena tê-lo comigo no top 5 daquele ano que para mim foi bom pelas várias mudanças que aconteceram. Depois de devora-lo nos mínimos detalhes e de traduzir as letras, ou seja, não obstante, a minha mente de colecionar fervia e sobreaquecida, inquieta, sedenta por novidades e ao mesmo tempo mergulhar nesse novo universo resolvi que na sexta iria ao centro da cidade buscar mais material desse camarada.
29 de novembro de 2012
Rock Memories: SWU - A Grande Farsa do Ecocapitalismo
Ultimamente, eu venho ficando intrigado com esse pessoal, que levanta a bandeira em prol do verde através de várias maneiras, ou seja, via televisão, pelo rádio, pelos jornais e também pela internet, o mais novo meio de comunicação. Muitos produtos foram criados para abranger essa galera que apesar de possuírem uma opinião de esquerda, eles também são consumidores embora tentem negar o consumo. Os empresários e todos os outros aparatos do perverso sistema capitalista enxergou nesse nicho uma oportunidade de encher ainda mais os bolsos.
27 de outubro de 2012
Rock Memories: Demons and Wizards e o meu crescimento pessoal
Muitas bandas de rock vivem na infância desde sua gênese e outras percebem que é necessário amadurecer e vão em busca do seu crescimento e pelo caminho não se amedrontam e experimentam tudo aquilo que julgam correto e válido. Este amadurecimento também aparece com a experiência adquirida num processo árduo de trabalho em estúdio, visando sempre arrancar o melhor de si e os resultados nem sempre são satisfatórios e os resultados as vezes apavoram.
23 de outubro de 2012
Rock Memories: Pink Floyd e Dark Side of the Moon, qual é o seu lado?
Na minha adolescência eu sempre procura discos que me trouxessem sensações que eu ainda não tinha experimento, ou sempre preencher algumas lacunas dos meus sentidos e por isso sempre entendi a música como uma ciência pelo seu poder de atração. Por esses detalhes a minha curiosidade estava sempre muito aguçada em busca do "novo" e cada álbum que eu comprava naqueles dias significa a descoberta de novas possibilidades que naquele momento me pareciam infinitas e realmente eram. Quando eu tive em minhas mãos o álbum Dark Side of the Moon, do Pink Floyd as coisas mudaram drasticamente para mim, pois naquele momento o que eu sabia é que se trava de um clássico, que eu estava descobrindo e até ali o máximo que eu conhecia era apenas o álbum posterior The Wall (1979), por causa da música "Another Brick in the Wall" que reinou na rádios de Ribeirão Preto, por um longo tempo.
9 de agosto de 2012
Rock Memories: Shows porque os ingressos custam tão caro?
O que me motivou a escrever este texto falando sobre os internacionais no Brasil, ou melhor sobre os preços dos ingressos, foi uma discussão que eu travei com alguns amigos e nós concordamos e achamos que em casos existem abusos e em outros não. Toda essa discussão nos fez pensar: Custa caro, mas porque? Quais são os custos para se trazer essas atrações para o país? Esta última pergunta é fundamental, pois leva a outra quais são os ingredientes fundamentais para que esse bolo não dê problemas, certo?
28 de setembro de 2011
Rock Memories - Ozzy Osbourne - Blizzard Of Ozz: O Íncio de Tudo
27 de setembro de 2011
Rock Memories - 33 Anos de Mágia & Encanto de 'Live And Dangerous" do Thin Lizzy: Permanecem Vivos
Enfim como todo adolescente, eu não via a hora de chegar a sexta feira, para ir ao centro da cidade ou esperar a noite cair, para ir para o shopping center assistir algum filme no cinema e depois ir para os barzinhos ou festas curtir o resto da noite com os amigos.
E numa sexta feira dessas, lá pelos idos de 1992, depois do almoço eu troquei de roupa e fui para o centro da cidade, para ir as lojas de disco para ver o que tinha de interessante, pois, toda a semana eu comprava de 3 a 5 discos isso quando a situação financeira ia bem, pois, quando não pelo menos dois eu comprava.
Nessa sexta feira eu tinha saído só para ir no centro da cidade, apenas para passear, pois eu iria fazer as compras a noite quando fosse no cinema passaria na Discolar (uma loja de luxo que ficava no shopping center, essa loja tinha tudo o que saia no mercado fonografico, não importando qual fosse o estilo e se fosse ou não lançamento), eu tinha passado na tradicional Cantinho do Disco mas lá não tinha nada que me despertasse o interesse, e só troquei mais algumas palavras com dois amigos que estavam comprando os últimos lançamentos do Metallica, Ozzy Osbourne e Morbid Angel.
Continuando meu passeio pelo centro, entrei em mais duas lojas que não ofereciam nada de especial em termos de som pesado, e depois de mais meia hora rodando pelo centro descobri uma outra loja, que ficava praticamente escondida e entrei para olhar e já fui ficando de cara lá tinha muito material, que eu ainda não conhecia, e detalhe estavam sendo lançados em cd, mas o meu objetivo era comprar LP'S e não CD'S, e fiquei vasculhando passando um pente fino nas prateleiras, até que me deparei com um disco, que tinha um cara vestido de calça de couro negro e camisa negra, ajoelhado ao chão, empunhando um baixo, a capa me chamou a atenção de imediato eu fiquei hipnotizado na hora não conseguia parar de olhar, fiquei uns cinco minutos encarando aquela capa e olhando o título 'Live And Dangerous" da banda Thin Lizzy.
Peguei aquele álbum e me dirigi até o proprietário da loja, chamado Flávio e já perguntei você além desse disco você tem mais alguma novidade em vinil e a resposta foi eu tenho só aquelas 8 prateleiras, eu voltei lá e peguei mais o Leftoverture do Kansas e o Hair Of The Dogs do Nazareth, e perguntei se poderia ouvir ele disse sempre problemas, eu ouvi a faixa de abertura do Leftoverture achei super legal, mas não tinha me convencido e depois coloquei o Hair Of The Dog e ouvi também a primeira faixa e nada, e depois finalmente eu coloquei o álbum do Thin Lizzy e quando ouvi os primeiros acordes de Jailbreak eu nem esperei terminar, já disse vou leva-lo e assim foi.
Depois que saí da loja só pensava em chegar em casa o mais rápido possível para poder conferi-lo na íntegra afinal de contas um álbum ao vivo duplo, custando o preço de um simples não era todo dia que isso acontecia, eu naquela euforia de ter adquirido o disco liguei para acasa o meu irmão atendeu e eu disse para ele não saia de casa, daqui a meia hora estou chegando com uma surpresa comprei um álbum novo duplo ao vivo.
Enfim o Thin Lizzy era uma descoberta e que descoberta era aquela que apenas com os primeiros acordes da faixa de abertura já tinha me enfeitiçado, não via a hora de estar com ele no aparelho de som conferindo cada segundo, minuto faixa por faixa, daquele clássic e pensando nisso saí correndo disparado até o ponto de ônibus que para a minha alegria passou justamente na hora em que coloquei o pé no ponto, e o despero para chegar em casa era tão grande que eu saltei os degraus e em segundos atravessei a roleta e já estava sentado lá no fundo perto da porta para não ter problemas para sair.
E quando finalmente cheguei em casa já entrei correndo e gritei meu irmão que já veio perguntando e ai cadê o tal disco que te deixou assim tão afoito, está aqui cara vamos ouvi-lo agora, e já fomos para o quarto, já fui tirando o LP da sacola da loja e fui tirando-o da capa e já o coloquei no toca discos e pûs a agulha na primeira faixa, e ainda não tinha falado que se tratava do primeiro álbum ao vivo do Thin Lizzy, e só depois de ouvir a faixa Jailbreak ele pegou da minha mão e viu nossa que disco é esse, vamos grava-lo e ouvir a noite no carro do Paulo e eu já disse liga para o Celso e chama ele para vir aqui conferir esse álbum, e então ligamos para os dois e 15 minutos depois estavam em casa curtindo o álbum conosco.
E depois da primeira audição já começamos a iniciar as gravações do disco para ouvi-lo no carro, e não deu outra fizemos uma nova audição do disco, e quando chegou a hora de sair nem é necessário falar o qual foi a trilha sonora,ao invés de ir para o shopping, fomos para um churrasco na casa de um amigo que também curtia som e mostramos a fita para ele e ficamos ouvindo-a incansavelmente até o fim do churrasco.
Realmente foi muito bom, pois, nunca tinha visto um álbum tão poderoso e tão festeiro por faixas como aquele que possibilitou uma rápida integração com os participantes da festa e especialmente a balada "Still In Love With You", que me possibilitou uma longo conversa marcada por longos beijos com a Mariana, e duas semanas depois começamos a namorar por um longo tempo.
E ainda por cima pudemos viajar bebericando umas brejas ao som de faixas matdoras como Emerald, Are You Ready?, Massacre e Southbound que ficaram simplesmente destruidoras pois é, afinal de contas estamos falando de um ao álbum vivo que é um dos maiores clássicos da história cujo o set list apresentado pode ser considerado um resumo perfeito de tudo o Thin Lizzy tinha feito até ali, e diante de outras como Suicide eu ficava tentando imaginar a felicidade de Phill Lynott e seus companheiros por conseguirem exprimir toda a energia das músicas ao vivo fato que não acontecia nos álbuns de estúdio.
Os efeitos desse disco permanecem até hoje principalmente quando reunimos os amigos para relembrar os velhos tempos, e até hoje discutimos sobre a discografia do Thin Lizzy enfim para mim esse é o melhor álbum disparado, embora entre o grupo não seja uma unanimidade mas quando nos lembramos do efeito 'Live And Dangerous' naquela sexta feira esquecemos de álbuns como Nightlife, Jailbreak e Johnny The Fox e pensamos apenas na mágia de faixas como The Boys Are Back In Town, Jailbreak, Rosalie, The Rocker entre outras que traduzem todo o encanto que ainda sobrevive nas nossas memórias, patrocinadas por esse clássico que completa 33 anos conquistando novos fãs a cada ano.
Informações do Álbum
Thin Lizzy - Live And Dangerous (1978)
Ano de Gravação: Trata-se de um álbum duplo ao vivo gravado em Londres e Toronto durante a turnê de promoção dos álbuns Johnny The Fox e Bad Reputation no ano de 1977
Ano de lanaçamento: 02 de julho de 1978
Gravadora: Vertigo Records (UK) & Warner Brothers (USA)
Produção: Thin Lizzy & Tony Visconti
Estúdios Utilizados: Maison Rouge Mobile (UK), Record Plat Mobile (CAN) e Des Dames Studio (FRA)
Singles: Rosalie/Cowboy Song
Singles: Rosalie/Cowboy Song
Premiação: Disco de Platina na Inglaterra Line-Up: Phil Lynnot (v & bx), Scott Gorham (g), Brian Robertson (g) e Brain Downey (bt).
Set List
Lado A
1. Jailbreak
2. Emerald
3. Southbound
4. Rosalie
Lado B
1. Dancing In The Moonlight
2. Massacre
3. Still In Love With You
4. Johnny The Fox Meets Jimmy The Weed
Lado C
1. Cowboy Song
2. The Boys Are The Back In Town
3. Don't Believe A Word
4. Warrior
5. Are You Ready?
Lado D
1. Suicide
2. Sha La La
3. Baby Drives Me Crazy
4. The Rocker
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