22 de março de 2012

Classic Hard: Beck Bogert & Appice - Beck Bogert & Appice

Beck Bogert & Appice - Beck Bogert & Appice 
Ano de Lançamento: 1973 
País de Origem - Inglaterra 
Estilo: Hard Rock 
Line-up: Jeff Beck (g,v), Tim Bogert (bx,v) & Carmine Appice (bt,v). 


Em meados de 1960 o guitarrista Jeff Beck resolve trabalhar com o baterista Carmine Appice e também com o baixista Tim Bogert e durante os de 1967 e 1969 acontecem algumas  reuniões e sessões, e Jeff Beck contente com a dupla não tarda a confirma-los em sua banda  . 

Já convicto de sua escolha e com os detalhes acertados, ele e seu empresário Peter Grant  iniciam o processo de negociação pondo termo aos contratos, mas só que no mesmo mês o guitarrista teve de adiar os seus planos, pois envolveu-se em um sério acidente automobilistico, fato que pôs fim ao Jeff Beck Group, que ressurgiu em 1971 após a recuperação de Jeff e além dos membros já contratados foram adcionados o tecladista Max Middleton e o vocalista Kim Milford, que posteriormente foi substituído por Bobby Tench. 


21 de março de 2012

Classic Hard: Alice Cooper - Love It Death

Alice Cooper - Love It Death 
Ano de Lançamento: 1971
País de Origem: Eua 
Estilo: Hard Rock 
Line-up: Alice Cooper (v), Glen Burton (g), Michael Bruce (g), Dennis Dunnaway (bx) e  Neal Smith (bt). 
Produtor: Bob Erzin 
Premiação: Disco de Platina (RIAA). 

O Alice Cooper Group, banda capitaneada por Vincent Damon Furnier (conhecido internacionalmente como Alice Cooper), já havia lançado os álbuns Pretties For You (1969) e Easy Action (1970), ambos caminham por outras praias, ou seja, estavam ligados ao rock psicodélico e o resultado aquela altura não poderia ter sido outro e embora o resultado não tenha alcançado sucesso esperado, já mostrava a que veio e que o rock não seria mais o mesmo e isso ficaria evidente nos disco posterior. Com o fim da do movimento Hippie e o slogam paz e amor, as bandas procuraram expressar-se de outra maneira mais violenta, e no caso de Alice Cooper isso significava transformar o espetáculo num verdeiro show de horrores adicionando o teatro que flertava ferozmente com a morte, que seria mais uma maneira de exprimir a realidade do período que ainda encontrava-se hipnotizada pelos ideias da década anterior.  


13 de março de 2012

Classic Death: Screaming Bloody Gore (1987)


Bandas como o Venom, o Bathory e o Celtic Frost deram o ponta pé inicial no metal extremo, provando que era possível ir mais longe, ou seja, fazer uma música mais pesada e agressiva fato que se comprovou primeiramente com o surgimento das bandas de thrash metal, como Slayer por exemplo cuja temática e o estilo rápido, brutal e satânico apontavam os caminhos a serem seguidos naquele momento. 


Classic Thrash: Anthrax - Among The Living (1987)


A década de 1980 foi o década do Heavy Metal e não foi atoa, pois inúmeras bandas surgiram no cenário e deixaram sua marca e por menor que fosse ajudaram a construir um estilo sólido que se traduz pela vertentes criadas e um dos maiores exemplos disso foi surgimento do Thrash Metal cujos maiores expoentes  eram Slayer e Metallica e depois destas bandas fazerem sucesso provando que era possível ir além e fazer música acelerada, pesada e agressiva. 


Classic Live: Grand Funk Railroad - Caught In The Act (1975)


A década de 1970 foi um período de grandes oportunidades para as bandas de rock muitas surgiram e gravaram um ou três álbuns e depois simplesmente despareceram, outras subsistiram e gravaram grandes álbuns que se tornaram referência do estilo e são cultuadas até hoje e mesmo depois de quatro décadas passadas vendem milhares de álbuns, renovando sua legião de fãs, independente de estarem ou não na ativa gravando novos trabalhos e saindo em turnê mundo afora. 


12 de março de 2012

Classic Hard: Blue Öyster Cult - Spectres (1977)


Formado  nos EUA, no final da década de 1960, ou seja, na mesma época que o Grand Funk Railroad e Black Sabbath.O grupo passou por algumas mudanças em sua formação e depois de assinar um contrato com a Columbia Records,  muda o seu nome de Oaxaca para Blue Öyster Cult  e lançaram no ano de 1972 o seu debut auto-intitulado. Mas o primeiro álbum assim como o Tyranny And Mutation, não chamaram a atenção nem da critica e nem dos fãs e acabaram passando desapercebidos, mas os rumos começariam a mudar e com o lançamento de Secret Treaties, serviu para colocar o nome do grupo em evidência, pois já figuravam nas paradas norte americanas. 


16 de fevereiro de 2012

Resenha de Filme: Factótum (2005)



Muitos livros clássicos da literatura mundial ganharam sua adptação para as telas do cinema outro obtiveram grande sucesso nas bilheterias e outros foram verdadeiros desastres segundo a crítica especializada, no caso de Factótum baseado na obra do escritor alemão Charlie Bukowski, trata-se de um excelente filme cuja grande crítica é que a película ficou fora do contexto, pois diretor deveria saber que existem histórias que não devem ser atualizadas, pois o enredo do livro se passa na América durante o período da segunda guerra mundial.

E na obra o autor (de estilo autobiográfico) conta as agruras de um escritor que caminhava pelo submundo rodeado de mulheres baixas, bebedeiras, jogatinas e sobrevivendo em subempregos para poder escrever e  enfim tentar a sorte no mercado editorial, e nessa linha recheada por um vocabulário violento a obra desfralda os podres do sonho americano e mostra a dureza daqueles que o rejeitaram ou foram sumariamente ignorados por ele.


O filme segue fielmente o livro, um belo resumo que retrata os fatos principais da obra onde Henri Chinaski (interpretado por Matt Dylon), mostrou-se apropriado para representa o anti-herói em sua aventura insólita pelos porões da sociedade norte americana e sua deslavada hipocrisia.

Assistam o filme é um belo retrato auto biográfico que revela muito do Velho Safado, embora esteja desfocado e por isso possa talvez atrapalhar o entendimento do espectador enquanto ao contexto e os seus porquês e razões de ser, e por isso mesmo que ele merce ser assistido e se você tiver a oportunidade não deixe que esta passe desapercebida por você, assista!    

Resenha do Livro: Canibais Paixão e Morte na Rua do Arvoredo de David Coimbra



Quais os limites entre a ficção e não-ficção? pergunta que talvez o autor David Coimbra possa nos responder, com o seu romance ambientando na Porto Alegre do século XIX, cujo o tema são os Crimes da Rua do Arvoredo que aconteceram entre os anos de 1863-64, praticados pelo açougueiro José Ramos ( o primeiro Serial Killer brasileiro) e sua esposa Catarina que tinha a missão de atrair as vitimas que suspostamente eram convertidas em lingüiça pelo açogueiro. 

O autor mergulha na Porto Alegre do século XIX, contextualizando o município apelando para a história para revelar detalhes inerentes a sociedade do Brasil imperial, somando a isso personagens reais e fictícios cuja trama de mistério, horror gore, sombria e também erótica recriada neste romance que é pura diversão e altamente recomendável aqueles que gostam de ler.


Verdade? não se sabe se acontecimentos no macabro açougue e os crimes a ele relacionados não passam de apenas de lendas urbanas. Mas o romance transforma Catarina numa ninfomaníaca, louca àvida de encontrar presas para o psicopata José Ramos sem remorso algum os abrir com o seu machado e transforma-los em lingüiça pelo visto muito deliciosa. 

Uma boa leitura que deve ser apreciada com um bom prato de lingüiça do lado e um bom copo de bebida do outro e não se esqueça se um dia algum o leitor desta obra passar por Porto Alegre saboreie a lingüiças de lá e talvez quem sabe não existam outras Catarinas e José Ramos escondidos nas noites gaúchas esperando pela próxima vítima que pode muito bem ser você. 

Resenha de cd: Chickenfoot - Chickenfoot III (2011)


Confesso que em 2009 quando o Chickenfoot lançou seu primeiro álbum eu fiquei curioso e ao mesmo tempo apreensivo, embora o disco só tenha ganho sua versão nacional dois anos depois, o disco apresentava grandes composições, mas na verdade não passam de ótimos riffs de guitarra, boa linhas de baixo, e evidenciam que Sammy apesar de já ter ultrapassado a casa dos 60 anos ainda tem muita lenha para gastar e mostra que Chad Smith é bem mais do que o baterista do Red Hot. 


13 de fevereiro de 2012

Rock Memories: Domingo dia de Dio!



Domingo, o que dizer desse dia? para muitos é a introdução para o começo da semana, quando retorna o fantasma da rotina, trabalho, escola e faculdade e mais outras dezenas de tarefas do cotidiano, mas pena que não podemos fugir delas, embora domingo seja também o dia de curar a ressaca adquirida pelos excessos da noite de sábado, é um dia que apesar de causar certa tristeza a uma outra parcela, pode ser um dia para reflexão, passear com a namorada no shopping e pegar um cineminha. 

Mas para mim este domingo foi um daqueles relativamente bons, acordei cedo como de costume fui direto a banca de jornal para comprar o jornal de domingo e as minhas revistas favoritas (Roadie Crew e Rolling Stone), o que já me valeu o dia, e ainda de manhã baixei dois filmes na internet e assim que saírem nas lojas comprarei os originais, e finalmente desliguei o computador e fui para a frente da televisão assisti-los e fiquei até o começo da tarde assistindo os filmes, almocei e depois iniciei uma breve leitura.

Depois de cumpridas essas tarefas todas, senti a necessidade de ouvir música, mas não sabia o que ia escutar até quando olhei para a estante e depois de alguns minutos, pronto ali estavam os discos que eu tanto queria ouvir, afinal de contas tratava-se de um disco clássico cheio de pompa, pois estamos falando de Ritchie Blackmore e sua banda nova o Rainbow, que em 1975 lançara o seu primeiro álbum cujo o título que levara apenas o nome do vocalista, era uma verdadeira declaração das intenções do guitarrista que após dar o recado cumpriu a promessa um ano mais tarde ao lançar o segundo álbum Rising (1976), mas o que chamava atenção naquele disco era o vocalista cujo talento que revelava identidade e estilo próprio e não soava como um clone de ninguém.



E alguns anos mais tarde Ronnie James Dio, estava no Black Sabbath e nesta primeira passagem o baixinho deixou a sua marca gravando dois álbuns o primeiro Heaven And Hell (1980) era tão urgente com um som renovado cuja a capa trazia de volta a velha bruxa a cena e com faixas como Neon Knights, Children Of The Sea, Lady Evil, Heaven And Hell, Die Young e Lonely Is The World e o segundo álbum Mob Rules (1981) não ficava atrás desde o inicio com Turn Up The Night, Voodoo, The Sign Of The Southern Cross, E5150 (introdução famosa entre os colegas, pois se ao fixar o olhar sobre a face da capa poderia-se ver a imagem do demônio fato que causava temores em alguns), The Mob Rules e Falling The Edge Of The World, mostravam ao mundo que não era preciso provar nada a ninguém. 


Quando eu adquiri os álbuns de sua primeira passagem pelo Black Sabbath, eu confesso que fiquei surpreso , pois eu pensava que o baixinho tinha saído do Rainbow diretamente para sua carreira solo. Eu não sabia muito ainda sobre o Heavy Metal e o Hard Rock apesar de ter pego um pedaço do cenário da década de 1980 e além de estar na infância rumo a adolescência, naquela época era muito difícil obter alguma informação que não fosse desencontrada, pois as revistas eram quase inexistentes e as informações surgiam a base do telefone sem fio e isso mais atrapalhava do qualquer outra coisa, então a minha principal fonte de acesso a informação acabavam sendo os meus discos e foi justamente com eles e com mais algumas outras informações oriundas dos donos das lojas de discos que eu consegui obter um conhecimento considerável para época.  




Mas como nem tudo são flores pouco tempo depois, o vocalista lança-se a sua carreira solo gravando dois excelentes álbuns Holy Diver (1983) e The Last In Line (1984) onde o mestre agora mostrava que não precisava do Black Sabbath para seguir em frente e assim o fez lançando bons álbuns e depois de quase uma década apartado da banda onde ele consagrou-se como um dos maiores vocalistas de heavy metal, retorna para mais uma breve participação registrando um novo clássico Dehumanizer (1992), trazendo temas reflexivos como a mecanização do homem tema de Computer God.



De volta a sua carreira solo lançou mais alguns álbuns alternando entre uns mais fracos e outros mais inspirados como Magica (2000) e o ignorado Master Of The Moon (2004) era incrível poder olhar para a minha estante e ver álbuns como Dream Evil (1987) e o massacrado Look Up The Wolves (1990) e sentir quase a mesma emoção de ouvi-los era incrível ver o tempo passar e ainda assim, não desistir de ouvi-los pelo menos uma vez que fosse, pois não importava se fossem bons ou ruins o que interessava era ouvir a voz potente daquele vocalista e poder participar daquele momento histórico para mim.

Heaven And Hell (2007)
E quando foi anunciada a terceira volta do Black Sabbath com o clássico line-up que havia lançado Heaven And Hell (1980), fato que acabou não acontecendo como deveria ser, pois o ciúme de Ozzy Osbourne que entrou na justiça para brigar pelos direitos da marca, acabou atrapalhando um pouco mas não impediu que isso acontecesse e o nome Heaven And Hell foi escolhido justamente para ressaltar aquele momento do passado que se repetira agora e depois de gravarem um excelente álbum ao vivo Radio City Music Hall (2007) que eu não hesitei por um segundo que fosse e já o agarrei como se fosse o primeiro álbum da minha vida e saquei logo o dinheiro da carteira e paguei por aquele disco sem pestanejar, e a surpresa foi tamanha ao ouvir somente os clássicos daquela era brilhante. 


Mas aquilo que tinha sido programado para apenas ser uma turnê de promoção de um lançamento de um box daquela fase, acabou virando uma banda e obviamente um novo álbum de estúdio era mais que o esperado e a expectativa em torno de tal lançamento outra vez tomou conta de mim e atitude foi a mesma, pois me via numa encruzilhada, mas no fundo pouco importava se o disco fosse do meu agrado ou não e tratando-se de músicos daquele nível seria difícil ouvir um disco ruim e The Devil You Know (2009) me surpreenderia outra vez era um grande álbum, que anunciava subitamente o fim de uma era que havia começado nos anos 70 e acabava agora no século XXI de forma trágica. 



E quando eu soube pelo meios de comunicação que Dio havia sido acometido por um câncer de estômago eu assim como muitos outros fãs,  acreditei na recuperação de Ronnie Dio, mas o balde de água frio jogado   não só na minha cabeça como nas outras cabeças e que gerou forte comoção no cenário heavy metal mundial, pois tratava-se da perda de um dos maiores vocalistas do estilo, além do exemplo em cima dos palcos o foi fora dele também, pois esteve a frente da fundação Children Of The Night que ajudava crianças carentes (e o guitarrista Craig Goldie veio justamente dessa instituição), o que muitos de seus criticos provavelmente jamais fariam ou fizeram alguma coisa por alguém, e não perdoaram nem o dia de seu falecimento e de maneira preconceituosa escreveram textos difamando-o. 

A minha tristeza não se manifestou pelas lágrimas, e sim pelo fato de saber que jamais poderei ouvir a voz dele outra vez, seja em shows, ou em futuros lançamentos de discos, mas por outra lado fica a emoção e alegria de ter tido o privilégio de ouvir todos os discos gravados para ele e ter assistido a todos os shows que ele fez no Brasil com o Black Sabbath em 1992, os de sua carreira solo e com o Heaven And Hell, e por mais duro que seja a falta, fica o legado impresso nos álbuns onde poderei matar a saudade independente do dia da semana. 
  

9 de fevereiro de 2012

Critica do Livro: Ponto Final Crônicas Sobre Os Anos 60 e Suas Desilusões (2010)


Poucos livros trataram a década de 1960 de uma maneira tão peculiar como o jornalista Mikal Gilmour que vivenciou tal período não só profissionalmente como um jovem comum e o que encontramos em Ponto Final  que pode ser considerado um clássico sobre a literatura do período traz um panorama sobre os ícones da década com um olhar próprio fugindo do convencional, ou seja, desvia do lugar comum onde entram aqueles clichês já  bem conhecidos sobre os astros aqui retratados. 


Classic Heavy: Halford - Ressurection (2000)



Em 1992 Rob Halford se despede do Judas Priest para formar do Fight que inicialmente seria apenas um projeto mas acabou lançou os álbuns de estúdio War Of Words (1994) e Small Deadly Spaces (1995),  cuja sonoridade difere-se consideravelmente de sua banda de origem começando pelo flerte com o thrash metal cheio de groove no estilo do Pantera  sem abandonar a sua linha tradicional mantendo a agressividade, o peso e a velocidade aliado aos vocais rasgados e potentes que renderam-lhe o apelido "Metal God" e com o fim do Fight em 1996 o vocalista não se abateu e continuou no cenário e aproveitando-se de  sua veia experimental acabou embarcado em novo um projeto totalmente diferente do que fazia nas suas bandas anteriores, pois, a proposta do Two era baseada no metal indústrial e no gótico e o resultado dessa experiência rendeu o álbum  Voyeurs (1998) que foi muito mal recebido principalmente pelos fãs radicais e não radicais que não pouparam criticas negativas ao álbum e mais polêmicas envolviam o vocalista que resolveu assumir publicamente sua homosexualidade (o que não foi problema nenhum para os fãs que mesmo assim continuaram apoiando e admirando o vocalista).


Classic Heavy: Nevermore - Neon Dreaming Black (1999)


O ano de 1999 foi um ano muito bom para o Heavy Metal, pois, marcava-se o período de retorno da popularidade do estilo que embora não atingisse o mesmo nível alcançado na década de 1980 pelo menos servia para mostrar que ao contrário do que muitos diziam e apostavam suas fixas ele não estava morto muito contrário estava funcionando a pleno vapor e a comprovação disso foram os inúmeros lançamentos que se seguiram durante a década que simplesmente servem também para contradizer os saudosistas que acham o heavy metal de qualidade só existiu durante a década anterior o que é um grande lorota com uma boa dose de sadismo.